O fim do bloqueio econômico dos EUA em relação à Cuba vai transformar a Ilha, além de se constituir uma mudança e tanto nas relações internacionais e para a America Latina em particular. As medidas iniciais tomadas pelo presidente dos EUA - fim das restrições para remessa de dinheiro e às viagens de cubanos-americanos à Cuba - devem ser consideradas como os primeiros passos para aquele objetivo. Mas, um longo caminho vai ser percorrido onde o papel da população não será nada desprezível. Ao contrário, será essencial.
Segundo Cristina Azevedo, em matéria no Jornal O Globo de 19/04/2009, "A ajuda econômica poderá facilitar o acesso à internet, que chega a custar £ 6 (6 euros) a hora, e se traduzir em maior facilidade para comprar e receber computadores e celulares e na troca de informações. O Governo de Barack Obama derrubou ainda restrições à negócios de empresas de telecomunicações com Cuba".
Tudo isso vai se traduzir em mais liberdade dentro da Ilha, segundo uma fórmula já conhecida em países socialistas/autoritários que passaram por transformações profundas: mais recursos econômicos levarão à intensificação do uso de tecnologia comunicacionais que ampliará a troca de informações. Tudo isso poderá resultar em mais liberdade política.
Essa perspectiva é ressaltada por Yoni Sánchez, a responsável pelo site Generación Y, que acompanhamos aqui nesse Blog. Quando perguntada se as medidas do governo americano vão ajudar na liberdade de informação, ela responde:
"Sim. Elas rompem a fórmula da confrontação. A tecnologia, vinda de cubano-americanos e o que vão trazer devem gerar mais abertura".
Para ela ainda um contato maior com parentes vai ser um fator importante para que ocorram mudanças uma vez que, "as medidas ajudarão mais pessoas a se tornarem independentes economicamente do Estado, e isso gera a independência política. Os familiares contarão como vivem no exterior. Na medida que recebem informações, as pessoas decobrirão que aqui não é inferno nem paraíso. Isso mexerá com a mentalidade cubana" (Fonte: O Globo, 19/4/2009-p.34).
Somos solidários com essa esperança. Principalmente somos solidários com a expansão da liberdade na Ilha que, acreditamos, será um elemento impulsionador do desenvolvimento e do progresso em Cuba.
Liberdade, ainda que tardia!
Mudamos (01/16)
Há 10 anos
