O Senado aprovou o pacote de U$ 838 bi com o qual o governo do Sr. Barack Obama pretende estimular e recuperar a economia dos EUA que se encontra em profunda crise. Não foi fácil. Em 31 de janeiro escrevemos o seguinte:
"Um obstáculo político é possível vislumbrar no caminho do governo democrata: O Partido Republicano não quer contribuir um milímetro para que Barack Obama se transforme em novo Roosevelt, por motivos óbvios. Isso pode vir a ser um problema!"
De fato, foi o que se observou nesses dez dias de discussão no Senado. Ainda ontem, antes da aprovação do pacote, a jornalista Mírian Leitão escreveu em sua coluna, no caderno de economia de O Globo:
- Os republicanos não querem nada que pareça com governo bipartidário. Eles estão aproveitando os deslizes fiscais dos primeiros indicados ao governo e forçando o atraso do plano econômico para começar a reorganizar suas forças devastadas na última eleição.
A resistência republicana no Senado sepultou - ao que tudo indica - o sonho do governo bipartidário acalentado por Mr. Obama, conforme ressaltou o jornalista Merval Pereira em sua coluna, hoje, no mesmo jornal.
Certo, o presidente denunciou a morosidade do Senado em discursos feitos aos cidadãos americanos em dois comícios no Estado de Indiana e na Flórida. E isso parece ter sido decisivo para que o plano viesse a ser aprovado. Mas, não nos iludamos...! A resistência conservadora vai ser muito maior do que o que foi mostrado nesse caso. E será, talvez, a maior barreira à ascensão do Sr. Obama não só ao status de um Roosevelt, mas também ao status de um dos maiores estadistas americanos de todos os tempos.
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