sexta-feira, 10 de abril de 2009

Está em curso uma revolução nas Relações Internacionais

"Os Estados Unidos não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã", disse o Presidente Barack Obama na Turquia. Essas palavras já tinham sido ditas por George Bush. Só que o ex-presidente americano falava uma coisa e tudo fazia para demonstrar justamente o contrário.
Na boca do atual presidente essas palavras ganharam uma credibilidade impressionante. Além de terem coroado o sucesso da 1ª viagem internacional do presidente americano, elas foram proferidas depois de inúmeros discursos na mesma linha, a saber:
1) O Sr. Obama já tinha enviado um vídeo à população iraniana em que manifestava a admiração por aquela grande nação e reiterava a importância que o Irã pode ter nas relações internacionais, dizendo ainda que os Estados Unidos estariam de mãos estendidas para apertar as mãos dos iranianos.
2) Disse claramente aos iraquianos que os Estados Unidos não disputam e nem têm nenhum interesse nos bens do país e que querem deixar o Iraque para os iraquianos.
3) Reiterou sua posição favorável ao estabelecimento do Estado Palestino, posição contrária a do governo israelense.

Bem no início desse Blog escrevíamos que haveria profundas mudanças na política externa americana, com a eleição de Barack Obama. Sem dúvida isso está se confirmando e estamos vivendo um grande momento histórico, nesse sentido.

7 comentários:

Nelma Espíndola disse...

A gente espera que de fato isso aconteça; chega de guerra!
Chega de supremacia desrespeitosa, sempre exposta pelos governantes anteriores do EUA.
Sabe que tenho um palpite sobre a consequência de todas estas análises que vc têm feito por aqui, sobre a gestão de Obama? Virá um livro, de sua autoria.
Acho que ganharíamos com isso, viu?

Educação, Direito e afins disse...

Olá, Nelma!

Boas falas. Um livro!...quem sabe. O fato é que não penso nisso porque demandaria um tempo e uma dedicação que não tenho e não posso dispor.
Portanto, vou escrendo...Escrever com a possibilidade de alguém ler é interessante. Aos poucos a gente vai adquirindo confiança e publicando umas idéias,
depois outras e assim vai.
Penso que progredi bastante mas ainda tenho um longo caminho pela frente.
Um abraço.

Nelma Espíndola disse...

Não descarte essa possibilidade, não. Você escreve muito bem; tem um olhar crítico, estrutura intelectual que deve ser eternizada através do livro. És, literalmente, um "intelectual orgânico". Ganhou quem pode tê-lo na sua formação profissional, ou quem o tem nela atualmente. Quando vc troca o seu saber; faz as suas provocações para que o nosso pensamento se amplie e se transforme, isso é valoroso! Falo de experiência própria; mesmo com todos os meus limites intelectuais, como mestre, você me mostrou o caminho a seguir.
Se permitir gostaria de socializar este link em meu simplório blog: Olhos D'Água - http://nrse.blog.terra.com.br. Posso? Vou aguardar sua resposta. Passa por lá também. (RS)

Mestre, seu blog está muito bom!! Parabéns!!

Educação, Direito e afins disse...

Ok, Nelma
Pode sim. Obrigado por suas palavras amigas.
Mas não tem nada disso de "intelectual orgânico". De nenhuma forma esse conceito gramsciano se aplica a mim.
Como disse Caetano Veloso em uma de suas belas canções: "sou um homem comum, qualquer um...".
Um abraço

Nelma Espíndola disse...

Não há o quê me agradecer. Na verdade eu é que lhe agradeço a sua permissão de socializar o seu artigo no meu blog. É só um reconhecimento e admiração que tenho por vc e pelo seu trabalho como educador. Acho que há um pequeno tropeço nessa sua afirmação. Citando Gramsci:
“Por intelectual devemos entender não somente essas camadas sociais às quais chamamos tradicionalmente intelectuais, mas, em geral, toda a massa social que exerce funções de organização no sentido mais amplo: seja no domínio da produção, da cultura ou da administração pública.”
Por tanto, querendo ou não, és um sim! Como um “homem comum, qualquer um”, tem o seu precioso valor! Que se acentuou ainda mais com sua humildade.
Um abraço.

Educação, Direito e afins disse...

Ok, Nelma!
Desculpe, mas não houve tropeço. Primeiro vc falou em "intelectual orgânico". Depois vc definiu "intelectual". São duas categorias diferentes. Gramsci realmente diz que todos somos intelectuais, na medida em que todo ser humano conhece sempre alguma coisa ou tem uma ação também intelectiva no mundo. Pelo que me lembro,"Intelectual orgânico" é outra coisa. Está associado a uma classe social, criando a ideologia dessa classe social ou sustentando-a e, com isso, dando a direção da ação política dessa mesma classe social. Exemplo: Lênin era um intelectual orgânico, talvez(há controvérsia).
Não sou e não tenho nenhuma pretensão de ser "intelectual orgânico" e nem teria condições de sê-lo...
Volto a dizer: "sou um homem comum, qualquer um...."
tchau!

Nelma Espíndola disse...

Joberto,

Não consegui me fazer entender. Desculpe-me, por tudo então!
E, acho conveniente vc retirar os meus limitados comentários deste valoroso post.
Até!!