quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

The smart capitalism

Quando o que é realmente novo aparece na história e, dadas as condições, se encarna em idéias claras, liderança consistente e pessoas que acreditam ser possível mudar, torna-se muito difícil deter o seu desenvolvimento. Tudo indica ser isso o que vem acontecendo nos EUA desde que uma nova liderança surgiu na cena política americana e vem, nos últimos cinco anos, não só afirmando as novas idéias, mas obtendo sucessivos apoios.
O discurso do presidente dos EUA mostrou um líder que sabe para onde quer ir e, principalmente, sabe o que tem de ser feito para chegar lá. Nesse post, não vou me alongar muito. Mas o principal é o seguinte:
As idéias defendidas por Barack Obama no Congresso americano apontam para uma mudança substancial no modus operandi do capitalismo e, consequentemente, em nosso modo de viver, em nossa escala de valores. O momento para a mudança é propício, tendo em vista a debilidade mundial do capitalismo em função de sua crise sistêmica, em curso. Mas, afinal, o que é o novo?
Calma. O capitalismo não vai desmoronar. Nem surgirá, em seu lugar, uma sociedade socialista, hipótese que já habitou o pensamento de gerações e que, por isso mesmo, é difícil ser abandonada por muitos (“a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos”, Marx).
O que vai surgir é uma sociedade ainda capitalista, mas um capitalismo diferente do que nós conhecemos e que na falta de outra expressão o chamo de smart capitalism. No smart capitalism a ciência, o conhecimento, torna-se o lócus central do modus operandi do capitalismo. Não é apenas a tecnologia que, como hoje, é o aspecto central de nossa sociedade. No smart capitalism a tecnologia terá uma “alma”, a ciência. A ciência será mobilizada para, junto com a tecnologia, resolver problemas reais em diversas áreas da sociedade: educação, saúde, meio ambiente, produção, energia, etc., irradiando-se para todas as relações sociais. Por sua vez, a ciência estará guiada por valores éticos e humanos muito fortes: a inteligência humana criou o capitalismo que a submeteu em todo seu ciclo de expansão. Agora a inteligência humana é novamente chamada para o lugar de onde não deveria nunca ter saído: a conselheira para as boas soluções.
A legitimidade do velho capitalismo está morta. Trata-se de construir uma nova legitimidade. O smart capitalism é, no fundo, essa nova legitimidade, pois vai incorporar os valores que já estão presentes na sociedade revelados, por exemplo, na expansão do mercado de produtos orgânicos; no crescimento da idéia de responsabilidade social; na aceitação do ‘outro’ junto a uma visão mais tolerante com as diferenças culturais; num ampliado e inadiável desejo de preservar o meio ambiente, etc.
Muitos dos problemas que vivenciamos no mundo, em termos globais, ganham uma nova esperança de serem resolvidos. Com isso reafirma-se o otimismo muito bem representado na seguinte frase:

“A humanidade só coloca os problemas que é capaz de resolver” (Marx).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Lamentável...

E o caso da advogada brasileira na Suiça, hem?

Lamentável, muito lamentável que tudo isso tenha acontecido. Os brasileiros deveríamos nos desculpar dos suiços, através do Presidente da República.

E mostrarmos solidariedade à advogada, porque algo de muito grave deve ter acontecido com ela, a requerer muito cuidado com sua saúde.

Desejo que tudo saia bem para ela e sua família, do fundo de meu coração.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A entrevista...

Sinistra a entrevista, hem!!!?



Não, não estou falando da "Entrevista com o Vampiro" da escritora americana Anne Rice. Estou falando da entrevista à 'Veja", do ilustre Senador pernambucano Jarbas Vasconcelos. Todos os cidadãos brasileiros deveria ter conhecimento de seu teor.

Vinha conversando há tempo sobre a situação da política e dos políticos no Brasil com o advento da democracia. Então, não foi surpreendente para mim o que disse o Senador.

Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a passagem em que o Senador disse que o Bolsa Família é o maior programa de compra de votos do mundo...A pergunta que não quer calar é: por quê somos obrigados a votar se já sabemos que o resultado final das eleições vai eleger sempre o candidato que der continuidade a esse programa de compra de votos?

Meu Deus... Conseguiremos exorcisar esses problemas políticos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um fantasma ronda a Europa: o fantasma do nazismo

O caso da advogada brasileira agredida na Suiça por três neonazistas recoloca em evidência o perigo do ressurgimento do nazismo em solo europeu.
Há 150 anos, em 1848, Karl Marx publicou o Manifesto Comunista que começa assim: "Um fantasma ronda a Europa - o fantasma do comunismo".
Desde então, muita água rolou sob a ponte da História até a corrente político-ideológica comunista ter perdido sua influência: os países do leste europeu deixaram de ser países comunistas; os partidos comunistas europeus desapareceram.
150 anos depois, portanto, o espectro do comunismo já não ronda mais a Europa.
Mas outro fantasma reapareceu: o neonazismo. Em alguns dos principais países europeus é visível a presença e as ações intolerantes desses grupos. Na Suiça parece que até faz parte do governo. Meu Deus!
Há tempos que as ações desses grupos são tacitamente toleradas pelos partidos democráticos. Mas, agora, dada a crise econômica que está fazendo derreter as economias do mundo (em particular a economia européia) e seus sucedâneos (protecionismo no plano econômico, nacionalismo no plano político, aumento da intolerância com os imigrantes, etc), estão dadas as condições gerais para que a serpente nazista rompa o ovo no qual estava sendo gestada já há tempo.
Um fantasma ronda a Europa: o fantasma do nazismo! Será que as potências européias vão se unir para conjurá-lo?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aprovação do pacote: superação do obstáculo republicano?

O Senado aprovou o pacote de U$ 838 bi com o qual o governo do Sr. Barack Obama pretende estimular e recuperar a economia dos EUA que se encontra em profunda crise. Não foi fácil. Em 31 de janeiro escrevemos o seguinte:

"Um obstáculo político é possível vislumbrar no caminho do governo democrata: O Partido Republicano não quer contribuir um milímetro para que Barack Obama se transforme em novo Roosevelt, por motivos óbvios. Isso pode vir a ser um problema!"

De fato, foi o que se observou nesses dez dias de discussão no Senado. Ainda ontem, antes da aprovação do pacote, a jornalista Mírian Leitão escreveu em sua coluna, no caderno de economia de O Globo:

- Os republicanos não querem nada que pareça com governo bipartidário. Eles estão aproveitando os deslizes fiscais dos primeiros indicados ao governo e forçando o atraso do plano econômico para começar a reorganizar suas forças devastadas na última eleição.

A resistência republicana no Senado sepultou - ao que tudo indica - o sonho do governo bipartidário acalentado por Mr. Obama, conforme ressaltou o jornalista Merval Pereira em sua coluna, hoje, no mesmo jornal.

Certo, o presidente denunciou a morosidade do Senado em discursos feitos aos cidadãos americanos em dois comícios no Estado de Indiana e na Flórida. E isso parece ter sido decisivo para que o plano viesse a ser aprovado. Mas, não nos iludamos...! A resistência conservadora vai ser muito maior do que o que foi mostrado nesse caso. E será, talvez, a maior barreira à ascensão do Sr. Obama não só ao status de um Roosevelt, mas também ao status de um dos maiores estadistas americanos de todos os tempos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mudanças no Blog

No ítem "Minha lista de Blogs", retiramos alguns blogs que estavam diretamente relacionados com o acompanhamento das eleições americanas. Eles faziam sentido naquele momento já que a a cobertura daquele evento por parte da mídia no Brasil era muito precária. O blog, assim, oferecia informações diferentes, novas e de fontes confiáveis, que permitiam uma visão mais profunda do que estava acontecendo nos EUA.
Mas o Sr. Obama já está governando. Nesse novo momento, as informações que precisamos são outras. Por isso achei importante incluir na minha lista, não um blog, mas um site, o Politicfact, que criou algo muito interessante: o obâmetro, para acompanhar o que o governo americano faz em relação às promessas de campanha.
Adicionei, por outro lado, um blog interessantíssimo, Generation Y, de uma cubana que acompanha de forma inteligente o que está acontecendo na Ilha. É um blog muito interessante porque faz uma análise independente da política em Cuba.
Em relação ao Brasil, acrescentei o Blog do Alon, que tem análises políticas interessantes. Além disso, ele aborda questões mais amplas, de política e de cultura de uma maneira bem independente, o que acho ótimo.
Não poderia deixar de falar sobre o blog o biscoito fino e a massa, um blog que se anuncia sobre política, literatura, música e futebol.
Essas são as principais alterações que fizemos nesse espaço, com o intuito de oferecer aos leitores boas opções de informações e análises inteligentes e bacanas existentes na blogosfera.
Um abraço a todos.