sábado, 31 de janeiro de 2009

Novo rumo: ações iniciais do governo americano

Dia 31 de Janeiro de 2009. Tem 10 dias que Mr. Obama se tornou Presidente dos EUA. Muito trabalho foi realizado e várias decisões já foram tomadas nesse ínfimo tempo.

Em relação à política externa há de se mencionar o fechamento de Guantánamo, uma medida altamente simbólica que mostra a nova abordagem dos EUA no que se refere à política de segurança nacional e de combate ao terrorismo a ser encetada por esse país e que consiste, basicamente, em preservar os direitos humanos fundamentais e o procedimento democrático nas ações pertinentes. Representa uma guinada quanto à administração de G. Bush e o novo enfoque foi confirmado pela Embaixadora americana na ONU, Susan Rice.
- Os EUA querem fazer da ONU o centro de um esforço coletivo para promover o respeito às leis internacionais de direitos humanos, disse a Embaixadora.

Em relação à política interna, a questão mais importante foi a aprovação do pacote de 825 bilhões pela Câmara dos Deputados. Espera-se que o mesmo aconteça no Senado. A economia dos EUA está em recessão, mostrando que a crise financeira é muito profunda. Os analistas se dividem em relação ao volume de recursos necessários para que a economia saia do buraco. Para uns, 825 bilhões é necessário e suficiente. Para outros, necessário, mas insuficiente. Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia em 2008, defende essa última posição. Só o futuro dirá. No entanto, quem conhece o estudo “The aftermacth of financial crises”[As conseqüências das crises financeiras] - dos professores Carmen Reinhart, da Universidade Maryland e Kenneth Rogoff, de Harvard - sabem que entre seus efeitos estão a escalada do desemprego e a desvalorização do mercados de ativos econômicos.

Pois bem ... se o pacote for aprovado, o governo americano terá a oportunidade para começar a combater imediatamente um dos piores efeitos da crise, o desemprego. Espera-se que mais de três milhões de empregos sejam criados e/ou recuperados, o que permitirá fazer cessar “o desastre sem fim das famílias trabalhadoras da América” (Obama) que a recessão as fez mergulhar.

Assim, avaliamos que nesses 10 dias de governo, o Presidente dos EUA agiu no limite máximo de suas forças para:

1) Definir um perfil próprio de gestão política, procurando moldá-lo segundo o figurino dos valores da democracia, da transparência e dos direitos humanos;
2) Mostrar-se, também, um governo eficaz e uma liderança idônea e confiável para levar tranqüilidade às famílias, protegendo-as do efeito mais nocivo da atual crise financeira;
3) Com essas ações conseguiu, nesse pouco tempo, manter acesa a esperança gerada pela incrível campanha eleitoral;

Portanto, este blog faz um balanço muito positivo dos primeiros 10 dias de governo do Sr. Barack Obama.

P.S. Um obstáculo político é possível vislumbrar no caminho do governo democrata: O Partido Republicano não quer contribuir um milímetro para que Barack Obama se transforme em novo Roosevelt, por motivos óbvios. Isso pode vir a ser um problema!

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