quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lula e a diplomacia brasileira

A posição do presidente Lula em relação ao conflito na Faixa de Gaza está em sintonia com o seu partido, o PT, que classificou a ação israelense de 'terrorismo de Estado'. O presidente brasileiro se manifestou rápida e claramente sobre isso. Também a diplomacia brasileira tem se manifestado em sintonia com as posições do presidente e tentado articular a comunidade internacional para forçar Israel a suspender a invasão em Gaza.
O único comentário que tenho a fazer é o seguinte: nossa diplomacia poderia ser mais rápida. Tenho a impressão que ela funciona de forma muito lenta. É só comparar com a diplomacia francesa. Os jornais brasileiros dão mais destaque à diplomacia francesa do que a brasileira. Isso só é possível porque a primeira (francesa) produz mais notícias do que a segunda (brasileira).
O Sr. Celso Amorim disse, em Portugal, que o Brasil tem uma grande interlocução internacional e iria, ajudar a encontrar uma solução. Se isso é verdade, e eu acredito que sim, então era para estar agindo junto com a diplomacia francesa, americana, etc. E não é o que está acontecendo.
Mais rapidez e eficiência, talvez, sejam características que faltam à diplomacia brasileira.

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