terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009 - Um mal início na política internacional

Estamos de volta. Queria ter ficado mais tempo de férias, mas não deu. Principalmente devido à tragédia da invasão da Faixa de Gaza por Israel. Alguns comentários:
1) O governo de Israel mostrou-se um governo oportunista (a invasão é eleitoralmente interessante para o grupo político que por ela decidiu);
2) O governo mostrou-se cruel (os ataques não pouparam civis, principalmente crianças, mulheres, etc.). Há notícia do uso de bomba de fósforo, que mantém o sofrimento das pessoas que são atingidas por esse produto - uma espécie de queimação contínua. Isso é proibido pela Convenção de Genebra.
3) Mostrou-se um governo que "não está nem aí" e pouco se importa com os apelos da comunidade internacional no sentido de suspender a invasão;
4) Mostrou-se um governo 'desumano', que não dá a mínima para a questão humanitária, deixando civis sem água, comida, assistência médica, moradias, etc.;
5) Mostrou-se um governo que replica com os palestinos métodos análogos aos que os nazistas adotaram, justamente, com o povo judeu;
Tudo isso significa uma coisa: terrorismo de Estado!
E, apesar disso, contou com o apóio incondicional do governo de G. Busch que, inclusive, impediu que a ONU votasse uma resolução contra os ataques israelenses.
A imagem jurídica que me vem à cabeça em relação à ação do Estado israelense é a que configura "exercício arbitrário das próprias razões". Acho que não existe essa figura em Direito Internacional. Mas, é elucidativa. Está na hora de a comunidade internacional obrigar Israel a uma política de contenção.
E, essa é uma questão que o governo democrata americano, do Sr. Barack Obama, não pode tergiversar, como fez até agora em relação ao conflito árabe-israelense, devendo, junto com outros países, impor a Israel a adoção de uma nova política.

Essa questão não é a que gostaríamos de iniciar o ano. Todavia, não podemos colocar a cabeça dentro do buraco e fingir que nada de importante está acontecendo.

PS. O governo brasileiro está de parabéns pela posição firme que adotou. Não sou vinculado a nenhum partido. Portanto, estou livre para parabenizar, também, o Partido dos Trabalhadores que se posicionou claramente contra a invasão israelense. Qual é a posição dos outros partidos?

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