terça-feira, 23 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS!!!

Quero desejar a todos os amigos desse blog um

FELIZ NATAL e um ANO NOVO PLENO DE REALIZAÇÕES!!!!!!


BOAS FESTAS!!!!!!!

Política externa: qual o lugar e o papel do Brasil no ambiente global? (II)

Diante desse quadro, o presidente Lula disse, hoje, 23 de Dezembro, que o Brasil tem "obrigação política, econômica, moral e ética" com países do mercosul. É estranho. O presidente quer continuar com a política marcadamente ideológica de ajudar aos “hermanos”, mesmo diante da animosidade crescente com que o país vem sendo tratado, como vimos acima. O que isso significa? Que política é essa?
Não propugnamos aqui, uma política beligerante com esses países. Claro que não. O Brasil deve procurar, sempre, a boa convivência com nossos vizinhos e a manutenção da paz.
Mas, se esses países estão insatisfeitos com a política brasileira de aproximação e de criação de vínculos regionais mais fortes, então, só tem um caminho: O Brasil deve procurar seu rumo. Isso significaria, ao meu ver, a construção de uma aliança estratégica com os EUA em torno de temas importantes para ambos os países, sem perder a independência para a realização de outras alianças com outros países ou blocos econômico-políticos.
Penso, por tudo isso que assinalamos acima, que existe uma grande lucidez no raciocínio externado por Luiz Fernando Furlan no 2º Encontro Brasil-União Européia:

"Nesse momento, infelizmente, eu vejo o Brasil com uma bola de ferro no pé", disse o ex-ministro da Indústria e Comércio, acrescentando: o Brasil está "querendo correr, tendo um grande número de países fazendo propostas, mas (está) amarrado a essa situação (Mercosul). Vamos deixar o Uruguai fazer um acordo com os Estados Unidos e nós fazemos os acordos que queremos". Disse ainda, "Está na hora de o Brasil olhar o seu futuro combinando a convivência mercosulina com o interesse nacional".

Como se vê, os empresários começam a se descolar da política ‘tópica’ do governo Lula. Mas, é preciso que a sociedade como um todo tome uma posição mais clara a respeito da política externa a ser desenvolvida pelo Brasil. Para isso, tem de aparecer candidatos em 2010 que apresentem uma visão consistente do lugar do Brasil no mundo e de seu papel no novo ambiente global que se anuncia.

Política externa: qual o lugar e o papel do Brasil no ambiente global? (I)

O debate público sobre a política externa do país é muito contido. Deveria ser mais discutido pela sociedade brasileira, mas não é. São inúmeras as situações externas que evidenciam a necessidade desse debate.
Veja o caso de nossa relação com alguns países da América Latina. O governo não reagiu à invasão da refinaria da Petrobrás, na Bolívia, pelas tropas do exército boliviano. O fato colocou o país na defensiva, obrigando-o a rever cláusulas contratuais em relação ao preço do gás natural que importamos daquele país. Engolimos tudo aquilo a seco.
Mais recentemente, o Equador expulsou uma empresa privada brasileira, a Odebretch, impediu a saída de alguns de seus funcionários do país e disse que não iria pagar dívida contraída com o BNDES. O governo reagiu de forma um pouco menos convencional, mandando voltar ao Brasil o embaixador que servia naquele país. Mas ficou uma certa apreensão de que o Equador pode impor-nos uma derrota a qualquer momento.
Todos conhecem o caso do Paraguai. O presidente Lugo, desde a campanha eleitoral vem falando sobre a revisão do acordo sobre a hidrelétrica de Itaipu. Eleito, continuou tocando nesse ponto, até há dias atrás, foi veiculada a notícia de que o Paraguai queria o perdão de uma dívida de 19 bilhões com o Brasil.
Fica cada vez mais claro que os países da América Latina passam a considerar o Brasil um país imperialista e, para alguns governos da região, o confronto com o Brasil pode lhes render maior apoio eleitoral, garantindo-lhes a extensão de mandatos políticos.