Bem amigos deste blog... estamos em Dezembro, bem no final de ano. Hora de um balanço das coisas positivas e negativas para o Brasil e o mundo. O fato positivo central do mundo foi, sem dúvida, a eleição presidencial dos EUA. Quem acompanhou esse processo pode ver a grande novidade que constituiu a eleição de Barack Obama e a grande expectativa que sua vitória gerou pelo planeta.
O curioso é que bem no final da campanha explodiu a crise econômica nos EUA, que se espalhou pelo mundo e que ainda se mantém como principal preocupação das pessoas e dos governos. A crise e seus efeitos é um dado negativo que todos teremos de deglutir em 2009.
Assim, a expectativa positiva com a eleição de Obama e expectativa negativa com a crise econômica são as duas faces de uma mesma moeda que teremos de conviver e de resolver no ano de 2009.
Palpite de leigo: Os EUA, com a liderança de Obama, vai vencer a crise. Mais, vai sair como líder mundial inconteste. Tenho acompanhado um pouco as ações dos EUA para solucionar a crise. Sinceramente, as decisões tomadas até aqui são impressionantes. E as decisões que são anunciadas pelo presidente eleito são mais impressionantes ainda. Qual o país que pode fazer isso? nenhum!
Torço pelos EUA, com a liderança de Obama. Um novo cenário político, econômico, ambiental está se formando sob essa liderança.
E o Brasil?
O nosso país começou tateando, sem saber muito o que fazer, por não estar acreditando no que via, afinal, depois de anos lutando para sair do marasmo econômico, quando começava a se desenvolver veio a crise. Mas o princípio da realidade foi se impondo aos poucos; o governo parece ter amadurecido e, nesse sentido, começou a tomar medidas mais inteligentes, reduzindo impostos de pessoas físicas e de operações financeiras, o que vai, certamente, incentivar o as pessoas a consumirem com normalidade.
Parece que vamos tomando pé na situação. Penso que o Brasil vai sair fortalecido dessa crise, ao contrário do que aconteceu em crise anteriores. E se compararmos as perspectivas brasileiras com as dos países da América Latina aí então podemos ver a grande diferença.
Pense na situação econômica e política da Argentina. Antes da crise mundial esse país já estava mal. Com a crise sua situação ficou preocupante. Em decorrência, a legitimidade do governo ficou precária.
Pense na Venezuela. A queda do preço do petróleo está afundando a economia venezuelana e, em consequência, a legitimidade do governo ditatorial de Hugo Chávez vai se erodindo.
E o Chile? O preço do principal produto de exportação chileno, o cobre, desabou no mercado mundial. A situação chilena se degradou bastante e não está sendo pior porque o preço do petróleo, que o chile importa na medida mesmo de sua necessidade, caiu muito no mercado. Por outro lado, o governo de Michele Bachelet ainda conta com grande apoio popular.
Ao contrário de todos esses países o Brasil possui um governo eleito democraticamente e que não tem veleidade de obter um terceiro mandato. Ou seja, as instituições têm se mostrado estáveis. Tem sólidos fundamentos macroeconômicos; inflação controlada; uma economia diversificada e, mais importante, um mercado interno fabuloso que vai segurar a onda da crise.
Num contexto de recessão global, certamente o Brasil vai se manter em crescimento, ainda que pequeno. Isso vai fazer toda a diferença.
O que vocês acham disso? Feliz Natal para todos!!!
Mudamos (01/16)
Há 10 anos
