Conforme notícias veiculadas nos jornais, o presidente dos EUA escolheu Hilary Clinton para ser a Secretária de Estado. Esse fato repercutiu de duas formas, basicamente. Uns viram como uma escolha de elevado risco, vez que a candidata derrotada pelo Sr.Obama nas primárias tem uma concepção própria da política externa que deveria ser implementada pelo governo dos EUA. Nesse sentido, pergunta-se até que ponto ela seguirá a orientação presidencial. Outros viram a indicação como uma demonstração de habilidade do Presidente eleito, chamando para o governo uma potencial opositora e, assim, podendo controlá-la melhor.
Não vejo dessa forma. Penso que o principal é que o Sr. Obama tem implementado uma concepção de formação de governo de acordo com seu talento político. Se inspirando em A. Lincoln, 16º presidente dos EUA, adotou o chamado "gabinete de rivais". Notícias de hoje dão conta que o presidente eleito teria dito que gosta de conviver com pessoas de opiniões fortes e consistentes que disputam a orientação da política governamental. Isso é, de fato, muito importante num momento como o que os EUA atravessam pois permite que a política do governo tenha uma dimensão multifacetada da realidade da crise.
Tudo isso tem mostrado uma visão altamente corajosa de quem tem segurança para conviver com opiniões diferentes; revela também um alto nível de competência para ser capaz de retirar da discussão uma posição firme e consistente para melhor enfrentar a séria crise da economia americana e mundial.
Bem... falamos em posts anteriores que o Sr. Obama era o primeiro gênio da política do século XXI. Penso que todo esse processo que vemos nessa transição do podr nos EUA, tem mostrado isso, uma vez mais.
Mudamos (01/16)
Há 10 anos

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