sábado, 8 de novembro de 2008

Mercado, Sociedade, Regulação (I)

A crise econômica global colocou em debate as relações entre o Estado e o Mercado em suas mútuas interconexões, suscitando, também, a busca de soluções baseadas nas grandes teorias econômicas clássicas. Nos EUA, a crise financeira em sua fase mais aguda, logo após a falência do Lemann Brothers no rastro da crise imobiliária, quando grandes instituições financeiras corriam o risco de seguir pelo mesmo caminho, a solução encontrada pelo governo americano foi costurar com o Congresso um plano de resgate daquelas instituições, significando a injeção de bilhões de dólares no mercado com o intuito de conter o derretimento do valor das ações de grandes empresas; O mesmo aconteceu em diferentes países pelo mundo afora – tanto na Europa, quanto na Ásia e no Oriente médio.
O plano de resgate de Bush (republicano) foi rejeitado, num primeiro momento, pelos parlamentares ligados ao próprio Partido Republicano para quem aquela intervenção contrariava o princípio do liberalismo clássico da primazia do mercado. Quer dizer, os conservadores consideravam que se deveria deixar com o mercado a solução do problema que tinha sido criado pelo próprio mercado, segundo a máxima do liberalismo clássico para o qual a mão invisível do mercado acabaria por solucionar os problemas por ele enfrentados, não cabendo ao Estado intervir com esse intuito. Segundo o credo republicano-liberal, inclusive, essa intervenção significaria, pura e simplesmente, socialismo.

Nota - Esse post é uma homenagem ao grande economista Karl Polanyi. Hoje foi publicado a parte I. Serão publicadas as partes II e III.

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