Aspectos da educação americana
Uma "amiga americana" com quem troquei idéias sobre as relações entre cultura e política nos EUA, presentes nessas eleições, me fez o seguinte relato sobre aspectos educacionais daquele país:
"Sabe, eu sempre desconfiei de que falavam muitas mentiras a respeito dos americanos. Hoje eu tenho certeza disto, especialmente quando vejo minhas filhas na mesma sala em que estudam alunos vindos de países como Kosovo, Paquistão, China, Ucrânica, Rússia, Venezuela, etc... . O tratamento que é dado a essas crianças, o grande respeito por parte dos professores e todo staff é magnifíco. Os professores sempre falam da riqueza que é, para eles, trabalharem com essas pessoas. Por trás disso existe o reconhecimento das vantagens que o pluralismo cultural pode trazer. É realmente fantástico!"
Nesse depoimento, é possível perceber a grande abertura para o convívio pluralista por parte dos professores na américa.
Será que minha hipótese - da presença da cultura antropológica americana na educação daquele país - pode vir a ser conformar?
Conclamo os amigos desse blog a pesquisarem e contribuírem para essa discussão.
Abraço para todos.
Mudamos (01/16)
Há 10 anos

2 comentários:
Mestre,
Muito interessante a matéria enviada por sua amiga sobre a situação de refugiados, de diversas partes do mundo, nos Estados Unidos. Todavia, navegando pela web,encontrei o texto transcrito abaixo e resolvi colocá-lo à disposição de V.Sª e dos diversos amigos que, frequentemente, visitam o seu blog.
Abraço!
LUCIANO (503-EI)
"AMÉRICA/U.S.A.- O Dia Mundial do Refugiado: diminui em 18% o número de refugiados no mundo, e aumenta o empenho da comunidade internacional.
Nova Iorque (Agência Fides) - “Um lugar chamado casa. Reconstruir a vida com segurança e dignidade”: é este o tema do Dia Mundial do Refugiado, celebrado anualmente em 20 de junho. Nesta ocasião, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados difundiu as novas estatísticas relativas ao ano de 2003. O ACNUR destaca que o número de refugiados e beneficiados pelo mandato da Agência da ONU foi 17,1 milhões em todo o mundo, com uma redução de 18% em relação ao ano precedente. Trata-se da cifra mais baixa há uma década.
O Alto Comissário Ruud Lubbers atribui esta drástica diminuição a diversos fatores, entre os quais o maior empenho da comunidade internacional em encontrar soluções para as milhões de pessoas desalojadas e o contínuo trabalho do ANCUR e seus parceiros para resolver as crises que se protraem há muito tempo. Os dados são a prova tangível dos bons resultados obtidos pelo ACNUR e seus parceiros em sua atividade, desempenhada em 120 países. Quase 5 milhões de pessoas, nos últimos anos, conseguiram retornar a seus países ou encontrar um novo lugar no qual reconstruir a vida. “Para nós, são meros números, mas para eles, representam o fim de um longo exílio, o início de uma vida nova e uma nova esperança para o futuro” - disse Lubbers.
Dos cerca de 17,1 milhões de assistidos pelo ACNUR, 9,7 milhões são refugiados, 1,1 milhão são refugiados repatriados que requerem assistência, 4,2 milhões são desalojados internos, 233 mil são refugiados retornados às suas áreas de origem, 995 mil aguardam asilo e 912 mil pertencem a outras categorias de imigrantes forçados, entre os quais os apólides.
Geograficamente, estão divididos em: 6,2 milhões na Ásia, 4,3 milhões na África; 4,3 milhões na Europa, 1,3 milhões na América Latina e Caribe, quase um milhão na América do Norte e 74 mil na Oceania.
Os principais países de asilo são o Paquistão, que acolhe 1,1 milhões de refugiados, o Irã, (985mila), a Alemanha (960 mil), a Tanzânia (650 mil) e os Estados Unidos (452 mil). Todos estes países registraram, todavia, uma redução do número de refugiados de 2% a 25%. Os afegão são mais uma vez o grupo mais numeroso de refugiados no mundo, com pelo menos 2,1 milhões de refugiados em 74 países de asilo. Em seguida, estão os sudaneses (606 mil) e burundinenses (531 mil).
Para resolver de modo duradouro a dramática situação dos refugiados, o ACNUR persegue geralmente a solução da repatriação voluntária. Quando isto não é possível, a Agência tenta favorecer a integração dos refugiados nos países que os acolhem inicialmente, ou a sua colocação em um terceiro país, seguro.
Os países que registraram, em 2003, o maior êxodo populacional foram o Sudão (112 mil novos refugiados), a Libéria (87 mil), a República Centro-africana (33 mil), a República Democrática do Congo (30 mil), a Costa do Marfim (22 mil) e a Somália (15 mil).
As cifras apresentadas pelo ACNUR não incluem os cerca de 4 milhões de refugiados palestinos que se encontram no Líbano, Síria, Jordânia, Cisjordânia e Faixa de Gaza, incluídos no mandato da Agência de socorro para refugiados palestinos no Oriente Próximo (UNRWA). (PA) (Agência Fides 18/6/2004."
Caro Luciano,
Mais uma vez obrigado por sua atenção. Quero lhe dizer, no entanto, que minha "amiga americana" se referia a imigrantes e não a refugiados.
Seu material é muito interessante, mas éla mencionou o tratmento dado pela escola americana aos filhos de imigrantes de diversos países, como as filhas dela mesma, que frequentam a escola nos EUA.
Em Junho de 2009 - no Dia Mundial do Refugiado - falaremos sobre esse assundo.
Um abraço
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